terça-feira, 27 de maio de 2014

Quanto me diverge um poema!

Quanto me diverge um poema!...
Esta veia farta de sentir palavras
que enquanto fala, sangra;
dilacera, lateja, perfura.
É um crime perfeito escrito em versos
Um cadáver legível
posto às escuras
nas entrelinhas de um poema sórdido
e mal aventurado
Como a hóstia
a um pecado.