domingo, 18 de maio de 2014

Escrevo pensando sobre a cor de seus olhos pela manhã

Escrevo pensando na cor dos teus olhos pela manhã
o mordiscar de fruta fresca...
A flor que leva a correnteza
A chuva que me banha a alma
Sereno no mar; a realeza...

Talvez quando leres teus olhos mudem de cor
Escrevo, enfim, pensando noutro tom de teus olhos
quando lerem um poema apaixonado
sem teu nome, ainda tímido...
Mas por mim assinado.

Escrevo pensando sobre a cor dos teus olhos
que talvez eu nunca veja tão de perto
E engana-se quem pensa que isso é perda
Certo quem diz que o amor é cego:

Por não saber a cor dos teus olhos pela manhã
Permito que sejam aquarela
E agarro-me, assim, à tua lembrança - a memória já do que és
sem saber se foste ou se serás
Beijando-te os olhos de cor qualquer
Que eu sei - e sabes - hão de me beijar...