quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Erupção

Pai Nosso que estais no céu...um dia, um diazinho sem você e café sem açúcar são tediosos e verdadeiramente insuportáveis. Noite sem sono, cama desarrumada, lençóis revirados, te vejo traduzida na insônia. Onde me toca me cura, me livra, me limpa, me salva. Me ama! Esse marrom dos seus olhos, luz, castanha, o breu dos meus fechados te lembrando a toda hora, afrontando o semáforo, quebrando sigilo, desfazendo compromisso, respirando ofegante, coração na boca, louco pra falar, poema ilustrado na ponta da língua. Me beija! - Esse calor que sinto, esse afago na alma, o sossego de cheirar o travesseiro com pedaço seu, dormir abraçada na sua memória para no dia seguinte sonhar acordada. Te olho e fico como louca, desesperada, desvairada, maluca, com minha pele derretendo e formando um tapete no chão pelo calor que provocam suas mãos nas minhas; você é assim, vulcânica.