quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Lágrimas de poeta

Escrevo em demasia o desespero
a sangria de minha alma quase crua
pouco sabes, linda flor, do desterro
que me é perder a alma para a tua...

E se duvidas do que guardo no peito
E se houveres de partir, a minha falta
há de ser a dor que dorme em teu leito
E o que sinto já não dói...me mata...

Nestes lábios já não tocas nunca mais
E estes olhos já sofreram
Um rio de choro que não cessa...

E não ouses me dizer que roubo a paz
Os meus versos que escreveram
Frias lágrimas de poeta...