sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Febril

Quarenta e cinco graus de febre
Nas vestes embebida
Deixei-a emaranhada

Ao revés da censura
Convidei-a, ver a lua
Na nudez da madrugada

Viu a lua, viu estrelas
Mulher que respira poesia
Exalando ternura do corpo

Assim banhou-me às espreitas
A boca que era macia
Desejo que muito ainda era pouco.