sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O arcabouço

Meus olhos avistam distantes
Do décimo sétimo andar
O arcabouço da cidade
Centro velho, antigo, malcheiroso
E bem-apanhado...
Velho centro de São Paulo
Parece a minha alma!
Conhece dos vícios e da torpeza
Da embriaguez, da luta pela sobrevivência
Vive a fome e vive o desejo
Vive o sono sem ter onde dormir
É a casa dos vadios
Da boemia
Tal como é minha alma
Para meu corpo.

Eu sou o centro da cidade.