sexta-feira, 4 de outubro de 2013

História da lua

Do açoite ao céu
Do gosto rude de mel
Da solidão amarrada à tua companhia
De quando fazes triste a minha alegria
Do infortúnio o teu sorrir de majestade
De quando negas o que dizes, e é verdade
Estamos sós sentindo mais que a solidão
São braços curtos pra acolher a imensidão
Do paraíso a oitava maravilha
De um verso nobre e de uma eterna despedida
De lábios amantes que insistem em se tocar
De sons de beijo que parecem disfarçar
A inquietude de um grito em desespero
Da tua ira que me põe ao desterro
Do mesmo peito que te abriga e atacaste
Com um punhal de frases doces enganaste
A solidão que arde e fere sem pudor
A solitude e a ternura de uma dor
O nosso hino festejando a agonia
De pensar que amanhã também é dia
Do que fazes desta vida um pecado
E que renasce ainda antes de acabado
E morre minha deslizando uma saudade
Lacrimejando só, escondida do rosto
Enchendo d`água até o fundo do poço
De uma eterna despedida minha e tua
De uma breve história vista pela lua
Onde deixamos a memória da loucura 
Insanidade apaixonada torpe e crua