segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sombra na janela

Então despiu-se das vestes delicadas
Serena que foste, meu instinto sofrido
Ao arrepio da ternura com que olhavas
Torturando o meu corpo amortecido...

Vestes longas, e que quadris afortunados!
Que pareciam não querer me deixar
E estes olhos quase negros e tão raros
Que me escravizam só com o piscar...

No último dos passos – o coração sentia
Palpitou acelerado, derramei a taça
Se não és um anjo, do que te chamo?

O meu cálice caído, matar-me ia
E de sorrir retinha-me à mordaça
Fazendo-me pensar...assim...que te amo...