sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Madrugada, a hora típica dos boêmios. Boêmios que cantam, que nascem, renascem, surgem das cinzas, emanam calor até nos dias mais frios e conseguem se bronzear no sol em meio a um relacionamento gélido. Heróis adormecidos, de coragem, de fibras. Estou tentando escrever sobre eles. Sobre mim, por hora eu passo. Já bastou a porrada que levei da vida por lembrar o real motivo de fugir dessa tal escrita, dessa tal poesia - como gostam de chamar - desse petulante destino mórbido de todos os que desistiram da vida de carne e osso para viver a vida do papel. É, minha amiga, olhar para dentro não é nada fácil, e você deveria saber disso. Já viu a lua hoje? Ela nos traz de volta. E eu escrevo para dizer que voltei, quem sabe para ficar. A incerteza é a maior emoção do destino, é a beleza da vida, o pilar das surpresas. Então, escrevo. E por escrever, já posso sofrer em dobro. Você ajudou a trazer minhas palavras de volta, a ensinar meu coração a falar de novo. E o que posso dizer é que te odeio, te odeio, te odeio, te odeio e te odeio. Cinco vezes te odeio, Nadia. Eu não conseguiria amar mais do que isso.