domingo, 12 de fevereiro de 2012

Hoje em dia quando olho um casal na rua, ando de cabeça baixa. Temo que minha afronta, minha renúncia ao amor denotem qualquer amargura. O silêncio faz a benção. Ontem conheci um casal que estava junto há dezoito anos, e chorei pela música ao vivo tocada no bar. Agora, agora mesmo, uma criança no colo da moça na minha frente fita meus olhos com pobres retinas e um olhar recém chegado ao mundo, tão verdinho, nada maduro. Olhei bem para seus olhinhos e disse: "Querido, não ame. Apenas. Queira ser feliz."