domingo, 8 de janeiro de 2012

Preciso chorar, pedir desculpas por ter nascido. Preciso gritar, preciso correr. Preciso sofrer (eu quero). Preciso desfazer um nó na garganta antes que me enforque. Preciso de um céu estrelado e verdadeiro, que me traga mais luzes de esperança. Preciso de doce. Um pouco de açúcar. Preciso estar. Preciso ser, não ser, eis qualquer questão. Não acreditem no meu sorriso, e duvidem de braços fortes. Estou estampando uma personagem mais complexa e divertida do que eu era para ser. Vocês merecem o meu melhor. Não que eu grite, corra, sofra, peça desculpas. O pior de mim é todo meu. E se alguma mágoa estou causando pelo meu comportamento, que haja cautela. O pior já aconteceu. Eu fui condenada a nascer em mim. Dessa vez, não me liberto mais. E se precisar confessar algo, é sempre sob tortura. Estou condenada a ser eu, e não há peso maior que meus ombros suportem sem que eu caia por este chão e rasteje algum dia. Eu preciso nascer, meu Deus, se não for pedir muito, apenas mais uma vez. Dentro de mim.