sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Meu Sombreiro

Queria chamar de felicidade
Esta que me vem baixinho à porta
Que toda noite ao cair me invade
Que todo dia eu acordo morta...

Que seriam dos céus sem a tempestade?
Seria nada de mim – e nada sou
E bem aos céus avistei felicidade
Nas asas de pássaro – eu vi – voou!

Então eu deixo a janela aberta
Lá em cima uma florzinha
Ao vaso do sombreiro marfim...

Espero que venhas na noite certa
Voando baixo, pra ser só minha
Voando só, pra dentro de mim...