domingo, 8 de janeiro de 2012

Minha alma clandestina, patife e torpe. Então eu choro, peço socorro ou pulo a janela? Pensei em gritar, mas um grito tão alto, impuro, que fosse pleno e atingisse a dimensão de todas as galáxias. Em apenas um grito vocês saberiam o que sinto– como um condenado a prisão perpétua, só que dentro de mim. Agarro-me às grades, tento subir pelas paredes, virar o cenário do avesso, andar mais rápido do que meus pés acorrentados em ferro. Já me bate na porta uma pequena lágrima, das tímidas, pedindo licença para passear no meu rosto. Eu nego. Há um sorriso mais terno e (in)feliz a ser mostrado. E ontem era lua cheia. Ao menos uma vez na vida eu preciso ser romântica sem ter que falar no amor.