sábado, 29 de outubro de 2011

Parecia ontem que fazia frio, eu te abraçava na cama e nossas mãos se encontravam sobre mim de um jeito sutil. O universo é assim, coadjuvante, bom roteirista. Confesso que estava tremendo, e que era mesmo uma noite fria, mas eu trocaria o calor de hoje e o sol de amanhã por mais uma dessa, se você estiver comigo.
O meu olhar, eu sei, passeia pelo seu corpo com certa voracidade, e te deseja tanto. E a forma como a sua respiração tocava meu rosto, quente, serena, era o que me deixava calma, embora eu não desejasse dormir (para não perder um segundo de tudo isso).
E pela manhã, uma risada boba porque bati o cotovelo no armário e fingi para você que isso doeu. Uma massagem nas costas e o abraço mais carinhoso e protetor que te faz sentir criança. Um beijo molhado e com uma sensação de que, pela primeira vez, estou sendo encontrada, de que algo acontece. Algo está acontecendo em nós.
E, por tantos desencontros da vida, eu não imaginava dormir um dia com a sua mão brincando pelos meus cabelos. Eu não sabia que isso aconteceria, mas eu queria tanto. E justamente por eu ter deixado, foi. Não sei se era destino, mas sei que o melhor da vida vem sempre assim: sem esperar. Aconteceu, e eu te amo tanto.