terça-feira, 2 de agosto de 2011

Fios de ouro, olhos de mel

Quem sou eu
Eu sou a tristeza estampada nos olhos dela
A esperança afogada, um barco a velas
O sol que nasce sobre o rio, atrás do mar
Eu sou o clarear da primeira luz do dia
A prova viva de que ela é alegria
Para eu sorrir bastava ela chegar
E o meu braço estremece
Quando se aquece na sua cintura
Ai meu Deus, que mais perfeita conjuntura
Cabelos loiros e olhos de doce mel
Como se atreve, meu bem
A invadir o meu olhar, oh criatura
Tu que és dona da minha única ternura
Tens as mãos firmes e fortes pra mandar
E eu obedeço que só falta ajoelhar
Ah se não podes até castigar
Saudade mata e eu não paro de pensar
Nos teus cabelos loiros
Nos meus desejos loucos
Fios de ouro, olhos de mel...
Tens a beleza roubada de Afrodite
E me desejas só para que eu acredite
E agarre-te os pés com um olhar
Que pecado é saberes que me beijas
Em tantos sonhos que tiveste ou que almejas
Pois quando dormes eu estou a acordar
E invades meu pensamento, que tortura
Já estou prestes a fazer uma loucura
Roubar-te a boca e a alma com um beijo
O que não sabes é que chamas meu desejo
Quando estás perto apenas conversando
É nessa hora que eu fico aqui sonhando
Vagando na lua, em outro universo
És do amor ao meu desejo mais perverso
Dos fios de ouro, daqueles olhos mel...