segunda-feira, 11 de julho de 2011

Eu só queria um pouco de paz. Aquela que você me tirou agora. E não me devolvem os seus olhos lapidados em água doce, algumas vezes claros como as telas de pintura de cores frias, em outras, transbordando a arte de Picasso, parecem-me tão abstratos e indiferentes que ferem como duas lanças perigosas. Arde, até na alma. Quero gritar, tão escandalosamente para que o mundo saiba os meus anseios, e o porquê de ter andado por aí com a expressão tão pouco enaltecida, e quebrando as coisas. Quebrar. É isso. Pareço querer quebrar tudo a minha frente quando você não está. Tudo, até mesmo a garrafa de vidro do meu lado. Isso porque vem refletindo a minha expressão e - lástima! - as gotas escorrendo pelo gelo da bebida parecem me fazer chorar. Ainda no fundo dos meus olhos esmaecidos, no reflexo do vidro da garrafa, você se encontra. Tão perto de mim, tão longe de me trazer a paz de volta.