terça-feira, 3 de maio de 2011

Ainda é emocionante guardar seus olhos na lembrança. Instintivo como olhar o céu e procurar as estrelas, sou eu pensando em algo e tropeçando em você. Tanta saudade há camuflada que algumas vezes eu até choro e te abraço, bem forte, de maneira acolhedora. É nisso que gosto de acreditar e, na verdade, quem enxuga as minhas lágrimas é o travesseiro. Sempre, sempre que vejo rosas brancas eu lembro de você. Sempre que uma borboleta passeia perto de mim, eu penso que ela me trouxe um recadinho. Aproximo-me dela e digo baixinho para entrar na sua janela e dizer que eu te amo ainda. Há certas manias que percebo que são suas, e é triste quando reparo. Uma delas é falar algo atropelado e terminar com uma risadinha tímida. Outro dia me peguei falando assim e lembrei do seu jeito - vejo que você ainda está em mim. E estará. Por que teve que ser assim? Ainda agora, no jantar, lembrei também que você odiava ervilhas - e me peguei, lado a lado, expulsando todas do arroz, exatamente como você fez comigo (sem querer). Eu te amo ainda.