segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Que infortúnio, meu bem, deitei naquela cama, e vi pelo espelho meus olhos se banhando em ternura! Até parece que as suas mãozinhas delicadas deixaram marcas nervosas na minha pele, invisíveis, mas doloridas e tão profundas que chego a lembrar onde você me tocava. E até a forma como respirava, assim tão de perto, descansando em mim, vem soando como melodia, ritmicamente perigosa. Eu queria só não ceder a um sono profundo, nem deixar espaço nessa cama onde você poderia estar. A escuridão dos seus cabelos não tem me deixado ver, e da próxima vez, vou tirá-los para o mais longe do rosto, vou roubar a sua alma pela boca...