terça-feira, 2 de novembro de 2010

Estava fazendo três desejos ao amanhecer, caminhando pela avenida. Não, eu não seria gente se não visse o sol nascer na Paulista. Pedi o raiar do dia sóbrio ao meu olhar, mas a luz inteira da epifania de um gesto seu: o sorriso. Antes de tudo, desejaria mesmo o brilho nos meus olhos, aquele que surgiria transbordando em paixão se te visse de qualquer jeito agora. Com a maior cara de sono, os cabelos bagunçados e espalhados no travesseiro, a pele tão clara e macia confundida com os lençóis, e um doce perfume de jasmim que partiria dos seus poros, para mim, um trago. Não haveria maior beleza - do que o sol raiando - não haveria maior sentido para a vida.