sábado, 6 de novembro de 2010

Agora mesmo a sua imagem naquela porta estava linda. E, aconchegada pelo romantismo da inspiração que você me traz, encostei a cabeça na parede, com o braço apoiado e os olhos quase se fechando não como quem dorme, mas como quem sonha. Fico sorrindo porque vejo seu rosto, fico ansiosa porque você está chegando, e no meio da sua blusa lilás, debaixo desse sorriso de primavera, o trinco se move, a porta abre. Alguém como qualquer pessoa, qualquer um que não era você, abre e passa. Então, meus olhos se fecham. Não como quem sonha, não como quem dorme. Como quem chora, morrendo de tanta saudade.