sábado, 30 de outubro de 2010

Você não sabe, mas está doendo tanto. Por que você não me faz uma visita hoje? Se for pedir muito, passe correndo do outro lado da avenida, nem precisa acenar. Daquele seu jeito estabanado que eu acho lindo, puxando o "r" das palavras, soltando um riso largo a deixar as bochechas rosadas. Estou pedindo, ou vai me deixar a vida inteira aqui namorando o seu retrato? Você me deixa tão sem ar, e seus tapas na cara têm sido tão viciantes - iguais a essa distância estúpida - que paro no meio do caminho e jogo um buquê de rosas no chão. Tudo para mim é outono, folhas secas... E quer saber? Mostra toda sua força, quero ver se você acaba comigo, se eu aguentei até agora essa saudade, vamos ver até onde eu posso suportar. Joguei a carta, meu amor, empatei. Sua vez.