quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Vim aqui trazer notícias. Sem essa formalidade errônea, estúpida, torpe de contar meu dia, vim querer saber como você está. Escrevo algo que fuja do meu sentimento, algo mais cinza sem borrar as sílabas de vermelho, e você me responde só aquilo que eu pergunto. Não se faça de idiota, eu vim aqui saber como você está, e não estou ouvindo nada do que você está falando, são só palavras escritas e eu pedi a sua voz no telefone. O que você quer, que eu te peça de joelhos? Não, por favor, sem essa conversa de melhor amiga. Se eu quisesse a sua amizade, não estaria aqui agora de malas prontas e um caminhão de mudanças, esperando você dizer que sim para me entregar completa. A conversa acabou, e fico feliz por ter conseguido meias palavras suas depois de quase sete dias sem te ver. Você me diz "tchau" e "beijos", sem saber a insana e almejada imaginação que isso provoca.