domingo, 3 de outubro de 2010

Um dia o sol vai se sentar numa platéia, enquanto descansaremos em nuvens. Eu vou contornar o seu rosto e ver, no desabrochar da rosa, os seus lábios se abrindo para aquele sorriso. Irei olhar alternadamente em seus olhos, deixando os meus mexerem-se, dançarem, buscarem no tom castanho algum pedaço da sua alma que me completa. Nesse dia, nos deixemos vencer por um cansaço satisfatório, e eu prometo não adormecer antes de você, só para tirar seus cabelos do rosto quando você dormir, te cobrir a testa com um gesto lento onde a palma da mão desenha seu rosto, e vai sumindo lentamente entre os fios dos cabelos...
Enquanto isso te olho. Mas respeito, fico num canto, te ouço falar. Nossa hora há de chegar, eu não vim na sua vida à toa. É verdade, meu amor. Só não posso ter pressa com as flores...