sábado, 2 de outubro de 2010

Faz tão pouco tempo que te conheci, mas andei pensando: eu queria ser seu porto. Acontece que não conseguirei ficar estagnada de braços abertos ao te ver sorrir, preciso te arrumar, encaixar dentro deles em um lugar só seu, como mesa reservada no recinto à luz de velas. Quero te abraçar forte, mas com toda minha força, até tirar os seus pés do chão. Ei, limpe essas lágrimas de amor. Elas já são puras só de correr pela beleza requintada do seu rostinho. Eu queria ser seu porto, mas não posso ficar parada aqui te olhando. Preciso sugar mais essa energia, tocar mais a sua pele na minha, ver mais os seus olhos se fechando pela expressão de quando você sorri. Prefiro ser como seu oceano, vasto como o meu sentir, com ondas que vão te abalar, tremer as pernas. Mas quando você soltar o corpo com suavidade, deixar a luz do sol brincar no seu rosto e descansar os olhos fechados, eu vou estar ali, te segurando embaixo, na calmaria da marola te guiando até quando você pedir superfície. E se quiser sonhar de novo, a gente pára na areia da praia, eu faço um buraco enorme e te prometo: você perde o chão.
Faz tão pouco tempo que te conheci, e tanto, mas tanto tempo que você existe dentro de mim...