domingo, 26 de setembro de 2010

Quando te vi, senti cuidadosamente entre as veias que corria um vento frio. Foi como a troca das estações, e o cheiro de jasmin a inundar a frente da casa.
Quando te vi, pude sentir a maravilhosa loucura de amar à primeira vista. Pus os pés em algum lugar. "Que seja feito o destino", disse descrente. Na primeira porta aberta, escorreguei para dentro e foi como se seguisse placas e setas, meu olhar te flertou no exato instante em que você percebeu isso. Estranho pensar, mas olhei para dentro como se soubesse o que e quem encontraria ali, parece até que te amo, mas eu nem te conheço.
Agora não sei onde está, nem direito quem é. O que o destino está fazendo, você pode me dizer? Não sei mesmo te tirar da cabeça, expurgar pela pele e poros toda essa agonia apaixonada que me fez sentir em dois segundos de vista. Eu te espero, mesmo sem saber se você vem. Te espero não para que você, de novo ao acaso, me encontre, mas porque quando te vi, descobri que te esperava a vida inteira...