sábado, 4 de setembro de 2010

Como um bom sábado à tarde qualquer. Penso haver um jeito de conviver com aquilo que não se esquece, mas sem a sensação de dilacerar meus órgãos o tempo inteiro. Menos dramático seria se eu não fosse você, da respiração até as pontas dos fios de cabelo. Essa é a forma de traduzir como eu sinto o que você sente. E quanto mais você viver a sua vida, mais me encontrará tão viva nela. Como vestígios de sangue na cena do crime, eu desafiaria ler seus pensamentos quando deita na cama. E quando encosta naquela parede onde estavam as minhas costas quando você me deu o primeiro beijo. E quando ouve a música que colocou para contemplar essa cena.
Está bem, não me dói mais tanto assim. Só é quase uma hemorragia. Quem sabe hoje, nesse sábado à tarde, não arrume um jeito de me despedir de nós.