segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Honrosa morte apaixonada

Ai, amor, será que não vês
Quando em meu choro refletida
Está a dor que tu lês
No silêncio de uma lágrima caída...

Chora, poetisa, deixa molhar
Regar o que nasce neste peito rasgado
Que a lágrima um dia pode matar
De dor, de saudade do ser amado...

Ai de ti! Amorzinho, que triste...
Ver teus caminhos turvos, azarados
E a longa estrada da vida encolhendo...

Ai de mim! Amor, não viste
Meus sonhos serem todos condenados
Tu - chorando...eu, morrendo...