domingo, 8 de agosto de 2010

Eu tinha tantas palavras bonitas para te dizer, mais de mil formas loucas e apaixonadas de te confessar meu sentimento. Quando escapariam da razão e pude senti-las no paladar, você simplesmente dá as costas e segue seu caminho. Quantos versos foram engolidos, quantos sonhos desmanchados, quantas paisagens naturais desmoronadas e quantos edifícos - aqueles que ergui só para ver o sol nascer do décimo terceiro andar - despencaram. Meu olhar dizia sóbrio que se contentava com a graça dos seus cabelos tão claros se atirando, no andar, por cima da blusa azul. Quando penso que não devo mais voltar, a sua última cena não me sai da memória: nada contente, com um olhar de quem vai mas fica, você despejou em minha alma todos os ardentes anseios olhando em meus olhos com metade do corpo para fora. E a outra metade querendo sair. Mas você foi quem saiu. E deixou a porta aberta...