domingo, 22 de agosto de 2010

Durma bem, meu amor

Durma bem, meu amor
Não sei se nossos sonhos são iguais
Não sei se pra você já tanto faz
Eu só espero que teus olhos fechados
Permitam sentir o que eu susurro
E se isso te der medo do escuro
Você tem a minha mão pra segurar
E todo o resto dos dias que eu viver
Eu vou te dar

Durma bem, meu amor
Deixe tomar a cama o seu perfume
E a verdade é que é mesmo pelo meu ciúme
Que nem os anjos te protegem
Ou será que é porque não merecem
A promiscuidade dessa história
No presente uma esperança, uma memória
E me desculpe falar assim do nosso caso
Chamar promíscuo o que é um amor
É até pecado

Por falar em pecado e traição
Eu estou a ouvir sua respiração
E só isso faz com que eu perca a palavra
Ao crime de amar eu estou condenada
E da vida me resta viver
Por você

Então, durma bem, meu amor
Obrigada por me deixar aqui te olhando
Quando acordar eu vou estar esperando
Não tem problema que já vai amanhecer
Essa noite eu perco a cabeça
Mas não perco você

Durma bem, meu amor
Dessa vez eu prometo não revirar a cama
Você pode ouvir que alguém te ama
Mas como eu nunca vai ser
Porque um dia eu vou morrer
E isso é tão óbvio e natural
Como querer bem e fazer mal
Com a certeza de que você
Nunca vai ver nada igual

Durma bem, meu amor
A chuva lá fora vai me fazer companhia
E eu até aprendi a ver alegria
Em simplesmente te ouvir respirar
E saber que eu tenho uma vida inteira pra te esperar
E se você não vier, que tristeza
Tudo bem que eu vejo uma outra beleza
É de simplesmente você existir
E de estar aqui pra te ver dormir

Então durma bem, meu amor
Não se esqueça, eu estou do seu lado
Não se esqueça também do nosso passado
E que pela vida inteira eu te espero
Não se esqueça do quanto eu te quero
Nem acorde só porque eu te chamo
Durma bem para ouvir que eu te amo...