terça-feira, 6 de julho de 2010

Um vinho, um fado e um afago

Os versos que me escreveste
Cheios de amor, não me deste
Talvez porque no meio destes
Não haja um sentir que preste...

E me ponho a ladrar, tão louca
Pelas esquinas à tua volta
Com a ponta dos dedos na boca
E batendo na tua porta...

Pedindo, amor, que me beijes
Mas o gosto do beijo não era
Talvez o que guardaste a mim
Que agora beijava a ela...

Desconsolada, entristecida
Não disse palavra alguma
Porque via no cair da chuva
Falarem, uma a uma...

Diziam “Amor, me perdoa”
Perdão pelos erros teus
Que eu assumo a culpa à toa
E faço teus pecados meus...

E deixa eu descansar em teu abraço
Quentes, fortes braços que envolvem
Ah, Deus! Poetas - desgraço
- Amam, prometem e morrem...