quinta-feira, 15 de julho de 2010

Um poema belo e mudo

Dorme, meu amor, não chores
De peito aberto para a alma desabar
Cá estou, meu bem, não voltes
Que em mim hás de sempre estar

A noite silencia, e eu revivo
Tua imagem nos cantos da casa
Não sei se acreditas, mas digo
Sem ti é um vôo sem asa

Ouço apenas um coração chorando
E o meu a chorar contigo
Amar quem vos quer não tanto
Poetas, é vosso castigo

E que importa a vida amargurada?
Se por um dia te tinha
Quem sabe não será tua
A dor que hoje é minha

Aprende: ama bastante
E manda beijos no escuro
Chora, meu bem, não cantes
Um poema tão belo e mudo

Como são os versos meus
Para que leiam e se apaixonem
Como seriam os dias teus
Comigo morta - e que me perdoem...