segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sábado, 20 de março de 2010

O dia em que nos conhecemos me invade a memória. Qualquer horário da tarde desse dia, uma tarde prolongada por um diálogo natural de apresentações dispersas. Dispersas porque ali nós estávamos por um motivo que descobrimos dias depois.
Tardiamente, não sei. Por uma das poucas vezes eu não estava atrasada. Enjoei-me do próprio perfume, sem saber que te encantaria tanto mais tarde. E de longe avisto seu rosto, tão semelhante a uma foto já vista, com aquele sorriso que eu não esquecia mais. Aproximou-se de mim com as mãos escondidas nos bolsos e um semblante sorridente, beijei sua face. Sua camisa era verde e os cabelos ainda um pouco molhados. Parece até que eu adivinhava os seus gostos, diferente de mim você não gosta de café. Larguei o fabuloso italiano achocolatado, "Coca-cola, por favor, e dois copos com bastante gelo." Gelo assim, até a boca. Mais ou menos esse o friozinho na barriga que me cercou quando saímos, ali no meio de um ponto de ônibus, na praça. Suas mãos voltaram para os bolsos e os nossos olhos deram o primeiro sinal de desejo.
Desculpe se eu te amo e nem era para termos nos conhecido. Mas uma vez eu pedi que você fechasse os olhos, pensasse em nós, e o mesmo calor que invadiu meu corpo foi o que fez seu coração acelerar. E afinal, você manda no destino ou ele vai mandar em você?