quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eu queria que você soubesse de uma vez por todas como estou quando sofrer é simplesmente estar viva. E se deixo os dias passarem, tão longos que são sem colher sequer a tortura dos meus anseios de amor, é porque tenho a esperança de te ver voltar. Te vejo assim, com os olhos sofridos de remorso e de saudade, por uma vida perdida, deixada para trás. Você me toma nos braços e devolve em um beijo todas as palavras que eu sempre quis ouvir. Mas mesmo que eu te esbarre na curva, mesmo com inúmeras placas de quilometragem entre nós, sempre sinalizando quase um beijo, você insiste em correr na contramão da estrada. Já se foram três invernos e eu ainda pego poeira sem sair do lugar. No fim, você voltou. Para minha cabeça, para minha memória, poros, sentidos e todo corpo adentro. Até que não foi tão falsa sua promessa, tem razão. Você não me deixa mais.