quinta-feira, 29 de julho de 2010

Era uma noite como outra qualquer, em que fico a ceder à sofreguidão cotidiana, que parece me levar pela ressaca. Depois, afoga.
Outra noite em que acorda com um susto, você perde o sono e eu a cabeça. O telefone toca e você pede que eu diga o que acontece, tendo a obrigação de saber. Não tenho culpa do meu coração clamar tanto por você, a ponto da sua alma, que não sei se sabe que me pertence, atender. Bem e mal, serva de recaídas perecíveis, amor para a vida inteira - você é praga do destino. Desculpe-me por conter o choro, mas conforme você dizia o que eu implorei para ouvir, não reconheci essa imensa emoção. Estou de olhos fechados, você diz que sou tudo o que você quer, que não mais se enganará em fugir dos meus braços...A ligação caiu. Talvez do sonho eu tenha acordado.