quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dossiê de um coração apaixonado

Ver teus olhos entreabertos na madrugada, sem nenhuma palavra você pede que eu te conforte. Você acorda, me abraça mais forte, nós dormimos de novo. Desvendar os seus sonhos e achar graça na maneira como você dorme, às vezes respirando ofegante. Achar o lugar mais confortável sobre você. Insistir que seus cabelos estão lindos ao acordar, mesmo que você diga o contrário. São tão lisos. Te fazer de travesseiro...Perceber durante a noite o cobertor pela metade, e mesmo que morra de frio, prefiro que você me abrace. Estar em seus braços e acordar com medo de te avisar a hora...Você aparece na porta, larga a chave da moto nas minhas mãos e às vezes a jaqueta. É quando eu tento dar um jeito, escondida, de sentir seu perfume suave nela. Suas gírias? São tantas, todas por mim já decoradas, e enquanto rio delas você ri das minhas músicas prediletas...Ah, mania de ver a lua.
Você me enche (o saco) e se enche (de dúvidas) sobre a nossa história e um nexo qualquer do destino. Mas você repara quando não uso lápis nos olhos ou troco de perfume, usando o seu predileto. Não é de propósito.
Se um dia você pedir que eu saia da sua vida, me deixe ao menos te acompanhar até a porta. E vê se pára de ser tão inesquecível...