quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tarde no parque


Mais ou menos agora estás repousando em meu colo. Houve um tempo em que me jogaste contra o chão de madeira, e aquela dorzinha comprimindo o cotovelo com o chão me fez lembrar que não era a única a tocar os teus lábios. Vem, me beija, me beija depressa! Preciso disso, não vês?
As horas passando: procura-se uma lua. Era a noite mais clara pela luz dos teus olhos. Ia perdendo a hora, o compromisso, a noção, a força, a coragem...e a minha verdadeira preocupação era se aquela florzinha amarela que tu me deste não poderia murchar no meu bolso.