quarta-feira, 19 de maio de 2010

Era uma vez; sonhar...


- Vou embora quando surgir a lua.
- Está bem.
E as nuvens eram a estrela da noite, o que nunca me foi tão confortável assim. Qualquer sombreado era motivo de riso, qualquer riso era motivo de alegria, qualquer outro qualquer era motivo de estar ao teu lado. É isso mesmo. Eu que sonhava em viver um grande amor, um amor que viesse coberto daquela paixão loucamente apimentada, que me batesse a porta na cara, que me fizesse andar jogada pela rua de madrugada, ter gosto em tomar a chuva, chorar em meio a soluços desesperados e me consolar pelo macio de um travesseiro. Aquele amor que pelo beijo faz meu coração saltar mais alto que o pensamento, aquele olhar que pausa a cena a tela de cinema, aquele cheiro perfumado dos cabelos que vem conforme o vento mesmo à tarde com as janelas fechadas..."Mas então, qual é o teu maior sonho?" Bem olhei para ti e sem pensar foi que disse: "Agora, nenhum..."