domingo, 23 de maio de 2010

Então, um beijo...

Então ,um beijo. Não me despeça do teu corpo. Falta um pedaço teu. Uma mordida, um gesto, um afago, ou então um beijo. Mas não me deixa abrir a porta ainda. Quem liga se chove lá fora?A quentura do teu corpo ainda me faz arder toda. Então, quem sabe um colo, um carinho, um abraço. Um olho no olho, dois lábios encontrados . A pele molhada e o beijo grudado. Então, qualquer pose com peças de roupas jogadas, apenas teus cabelos ganham força e dançam no escuro. Tua boca machucando qualquer parte do meu corpo - colorindo; pra depois matar de saudade – então, um sol batendo na janela...E infelizmente a quentura do sol não é tão forte quanto a que eu sentia do teu corpo, e me faz acordar. Mais uma vez sonhei contigo. O mesmo sonho. Desejo-te, me entrego , me vejo perdido no meu mundo interior onde tu és minha, entrega-te a mim e segues as minhas idéias como se fossem tuas, mas sei que meu mundo de “fora” é diferente, e tenho consciência de que tudo tem seu tempo e eu preciso me conter com as poucas deixas que me fazem delirar.
Então, um sombreado de nuvens e a imensidão escurecida. Sem trovoadas já pensei em tempestade. Pareces respirar presa entre a janela do quarto e o lençol da cama esparramado pelo canto e deitando no chão. Ela estava linda, simples e deslumbrante como o sorriso que a pertencia. Foi a primeira vez que a vi. Era fim do dia, logo se acabava e ela ainda estava ali. Se eu pudesse mudar, faria o tempo se repetir inúmeras vezes, aquelas últimas horas do dia. Mas como quem manda no meu mundo de fora é o tempo, o dia se acabou e eu, pela primeira vez, tive a sensação de que não era um sonho.
Agora talvez sejam diferentes meus sonhos. Então, um beijo?