quinta-feira, 11 de março de 2010

Cala-te, sente...

Nada tens, amor, do que pra mim queria
Diz o poeta: Cala-te, sente...
Nada tenho, amor, tão mais que uma agonia
A alma ferida, o coração dormente...

O que tens, amor, que me atordoa encantada?
Por me fugires e me deixas louca a buscar-te
E por estares na nuven mais alta
É que não hei jamais de alcançar-te...

E amar é tudo; sê apaixonado
Ninguém há de viver melhor a vida
Do que um coração aprendiz, amargurado...

A beleza é ser amante despida
É morrer um pouco a cada dor sentida
Vangloriar-se ainda de ter chorado...