segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

As lágrimas...as lástimas...

As lágrimas que choro
No sereno embebidas
Vês brotar quando te olho
No teu corpo adormecidas!

As lágrimas que não vês ou sentes
Têm a doçura dos campos floridos
São banhadas em ternos espinhos
E de mim ainda são quentes...

Como o ardor do sol entardecido...
Como a frescura da lua, banhando...
Pela noite quando estás comigo...
Dentro dos olhos meus, chorando...

E cais acariciando...
A face e a boca que tocaste...
E morres em plena amargura!

Quem dera morresse contigo
Em tua alma - teu peito enchido...
Ser de ti tão mais que ternura!