sábado, 12 de dezembro de 2009

Amarga ternura

A tua beleza é matar-me em pranto
Julgar-me infeliz, tola azarada
Que sou eu de querer-te tanto
Que és tu de querer-te nada.

E a tua beleza de olhar-me à noite
Dói ao ardor de um afogado
E jaz (de mim) não é mais desesperado
Que aquele tocado pelo açoite.

A tristeza em mim chegava
Oh! Ela também pode ser linda
Se vem de ti, que tanto eu amo
Que seja a morte até bem vinda.

Ah, beleza mesmo tem o amor
Que mata o pouco de mim, vivendo...
Que vive mais em ti, morrendo...
Em teu peito pulsando torpor.

Loucura mesmo tenho eu
- Que embora por ti ainda viva...
- E embora amor ainda exista ...
Pobre dele, em ti morreu...