quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Apesar De Tanto Amor

Apesar de amar-te tanto
Como se fosse cada dia o último
Dia da vida minha
Apesar de desfalecer-me o peito
No vão de teus dedos enfeitiçando-me
Nos olhos teus
E olhos meus
Em transe
São céus abertos sem gotas de chuva
A ressaca
Fios de cabelo revestindo-me a alma
Enrolados e enrolando
O ar que puxas para dentro e não soltas
A cada batida do peito é um pouco
Da vida minha que vai indo
Embora
Que puxa para dentro de ti
Todo o coração, o corpo e a alma
Apesar de não dizer que te amo
Os olhos meus o fazem a cada segundo
Mais poesias que posso fazer e
Muito mais forte que palavras escritas
São as palavras sentidas pelos olhos
Lidas pela alma
Apesar de todos os teus abraços
Apesar da tua mão pegando a minha
Apesar das palavras que dizes
E apesar de tudo que puderes fazer
Ainda sofro esta saudade perto de ti
Com um coração rasgado à espera tua
Matando-me brutalmente a cada dia
Apesar do tanto que te amo
Ainda pergunto: por quê estou aqui?
Minha vida nasceu para ser tua
E a tua vida não é de ninguém!
Apesar de te amar pela vida inteira
E apesar de morrer te amando
E de te amar depois da minha morte
Morrendo comigo o próprio corpo
Mas nunca o amor que sinto
É que tenho forças para correr
Longe de ti
Apesar da tua voz manipular meus sentidos
Sendo serva tua inteiramente à teu dispor
Ah, meu amor, some daqui
Ou tu me matarás um dia
Apesar de querer-te tanto
Vai embora!
Agora, o quanto antes
Para nunca mais voltar
Mas eu te imploro
Meu amor
Volta logo...

Laura Vianna