sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dura Verdade

Ahh! Não me canso de dizer da tua beleza incomparável, e de como eu amo estes teus olhos. Eles me dizem muito do que eu não posso escutar. Vejo dentro de tantos olhos quando passo, mas teu olhar é penetrante. Delicio-me aos toques alheios, de mãos pesadas ou braços fortes, mas sua leveza me arrepia o corpo inteiro. Reclamam dos meus desaforos e da minha frieza, enquanto meu coração é aberto para ti. Um privilégio é amar-te tanto, que sofro como nunca sofri em meus dias passados. O amor é tão divertido, mas o teu é intenso e me arrebata toda. Sou apaixonada por ele, que me agrada e me conforta, mas tu estás me consumindo e não importa o que ele ou ele também, e outro, que seja, possa fazer. Meu dia não clareia enquanto tu não estás aqui. Era uma tristeza inexplicável e só aliviou com tua presença. Disfarcei meu amor na saudade, e insisto em dizer, ele é tão maravilhoso que eu o quero para mim! Acontece que sem teu amor, sem te amar, sem pensar em teus beijos, sem querer-te ardentemente, sem sentir o peito aquecido em tuas vozes incertas de sentimentos e sem ti, não sou mais eu mesma, não respiro mais o ar. Como é bom ter várias paixões, mas elas não me fazem feliz se tu não estás aqui comigo. Sou louca, e quem me deixa assim é a tua boca! Sou completamente apaixonada, e queres provar disto? O teu amor me conserta!

Victória Prado