terça-feira, 6 de janeiro de 2009

4 de Janeiro


Estás partindo e meu coração tormenta
De muito arrepender-me!
Pois tentei dizer, em outras palavras
Do amor que sentia, mas coragem faltou-me
[ Não entendeste ]

Estás partindo, e esta dor tormenta
Há um rasgo forte em meu peito
Apertando, machucando, é bruto
E meu sono vai-se embora

Estás partindo, e minha saudade tormenta
Por dizer todas as vezes em vão que te amava
E nenhuma foi o bastante para que soubesses
Que és tu meu amor oculto

Estás partindo e meus olhos tremem
Derramo lágrimas
O suficiente por arrepender-me pois
Estás partindo e não ouves
As palavras que desejo gritar

[ EU TE AMO ]

Estás partindo e não sentes
Que meu peito está apertado e doído esta noite

Estás partindo e não disseste
Mais uma vez que me amas [ muito ]

Estás partindo e não podes
Abraçar-me forte,
Apertar-me bem junto de ti porque

Estás partindo, e hei de estar em ti
No brilho de teus olhos ao ler estas palavras
[ Sentirás minha falta ]

No drástico suspiro desta incerteza
[ Basta que perguntes para quem é este poema ]

No calor em seu peito que há de se abrir
E em cada beijo ou sexo que possas provar

Eu estarei em ti para dizer, em teus pensamentos
Quando sentires o corpo ferver à necessidade
Pois não te quero deste corpo
Quero-te a alma!

E estás partindo...
Ai! Como dói essa saudade
E dói mais, pois tu não sabes
E podes ler estes versos em vão

Estás partindo, e voltarás!
Mas ainda que eu demore
Leva de mim estas palavras
Que levo de ti o coração!

Laura Vianna