terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Por Amor Á Minha Mentira

A saudade está batendo à porta. Veio me trazer lembranças tuas, dizendo que o tempo vai levar as palavras que eu não disse. As lágrimas que não chorei. A paixão que não vivi, os versos que não escrevi, o sonho que não acreditei. Tua alma veio de encontro a minha como vendaval, uma alucinação divina que haveria de cobrir os meus anseios e carregar-me no véu entre asas angelicais. Tua voz percorre meus pensamentos e desaba em mim, tirando o meu sono de quase todas as noites. Teu sorriso me encoraja com um brilho especial. Teu abraço caloroso é uma fonte de prazer e aconchego que desconhecia neste mero universo afogado à carne e ao osso. Ainda sinto respirares lenta e profundamente, e posso aproveitar do teu sono para dizer-te do amor que guardo sob um silêncio medroso. E se disse outrora, afirmo, fora dito no olhar que tu não captaste. Já disse que te amo, e disse tão sinceramente, que não poderei dormir hoje sem dizer-te assim de novo. Meu amor, eu te amo, eu te amo e te quero tanto! Atrevas a ler estas palavras e permitas que seus sentidos levem-nas em teu âmago. Sou eu, tua essência, teu único e verdadeiro amor entre tantos outros que te encontram, e quanto mais o fazem, mais te perdes. Como anseio provar do gosto do teu beijo e sentir teu peito pulsar forte contra o meu, e abraçar-te tão intensamente, que com o simples movimento das mãos te beijaria a alma. Quero estar sobre o teu leito e guiar-te aos céus com os olhos fechados. Quero beijar a tua boca e tocar teu corpo para que assim, de perto, possamos morrer de amor. Quero que leias meus dizeres e penses por um instante em mim, assim sentindo todo o corpo arrepiar. Vem, estou esperando teu sinal! Mas não demore, posso desistir do amor (mas jamais desistirei de ti). Quero derramar mais e mais lágrimas pela ausência tua, e não estás aqui, meu amor. Quero fazer promessas e quebrá-las até que tu sejas parte da minha vida. Quero jurar eternidade ao meu sentimento, mas antes, quero que tu saibas o quanto sinto por ti, entre vagas palavras que muito falam e não vos dizem nada. Não me importo de beijar-te com os olhos, se falta-me coragem de confessar o meu desejo. E se me perguntares um dia: “Quem é teu grande amor?”, vou dizer (guarde bem estas palavras): ainda não sei. (...) Posso estar cometendo o maior de todos os pecados.

Laura Vianna